Gastro Passeio

sábado, 17 de junho de 2017

Tenda Rodeio - Presidente Lucena - RS

Esse lugar é a mais pura definição de CAFÉ COLONIAL.
Fica no interior de Presidente Lucena. Pelo fato de ser no interior, reforça o "colonial" do café.

É um daqueles lugares que a gente descobre meio que por acaso. Em outra ocasião parei ali pra comprar um pão, mas acabei descobrindo que também serviam um mini café colonial. Aliás, mini não é um termo bem apropriado.
Agora, pra você que curte padarias decoradas por um arquiteto, bistrô ou casa de chá, esqueça, não é lugar pra você.
No Rodeio o ambiente é rústico. Não tem ar condicionado, tv à cabo, wifi, cadeiras estofadas, mas tem o sossego do interior, o que é muito melhor !

Em compensação a comida é toda feita por eles, bem no estilo colonial e "alemão".
Penso que nem precisaria de toda essa variedade. Pasteizinhos, croquete, bolachas e salgadinhos, poderiam ficar de lado, pois estão disponíveis no nosso dia a dia.
Já os waffle (chamamos de "váfel"), linguiça cozida, cuca, pizza (alta), cuca e o bolinho de batata não podem faltar. Só isso seria suficiente.
Se quiser, ainda tem sobremesa.
Pra beber tem café, suco e chocolate quente.
E o melhor, tudo isso por apenas 15 pila. Isso mesmo ... QUINZE REAIS !
No domingo custa R$25,00, mas aí tem comidas quentes, carnes, etc.
Quando for embora, leve um pão e umas bolachas.
O estacionamento é na frente, e fica bem guardado por este simpático cusco.
A gente já sabe quando alguém tem gosto pela coisa.
O bom é que você pode fazer o caminho de várias formas diferentes, seja por Picada Café, Ivoti, São José do Hortêncio, Linha Nova.
Coordenadas para GPS: -29.497344,-51.1781517

sábado, 20 de maio de 2017

Bellamina Restaurante e Pousada - Minas do Camaquã - Caçapava do Sul - RS

Tenho tomado gosto por lugares remotos. Pouco trânsito, pouco barulho, pouca poluição, com gente simples, sem pressa.
Minas do Camaquã é um distrito de Caçapava do Sul, mais ou menos no caminho para Bagé.

É um lugar super simples, às vezes lembrando uma cidade do velho oeste (americano).
Já teve seus dias de glória, com aproximadamente 5.000 habitantes, hospital, cinema. Hoje conta com mais ou menos 500.
Tudo girava em função da exploração do minério do cobre.
Com o fim da exploração, a maioria dos habitantes foram embora, mas o que restou do lugar tem o seu valor.
A natureza foi pra mim o principal atrativo. Já no caminho se avistavam as belíssimas formações rochosas, conhecidas como Guaritas.
A entrada da "cidade" não tem um daqueles pórticos tradicionais. São pequenas placas que dão as boas vindas e indica que chegou.
Fomos para o hotel nos instalar e fazer um passeio pra explorar.
Logo descobrimos que Minas possui alguns atrativos de turismo de aventura, como a maior tirolesa do Rio Grande do Sul, com extensão de pouco mais de 1 km.
Ela parte do Morro da Cruz. A cruz que dá nome ao morro, caiu por ocasião de um vendaval. O povo local tem planos de reconstruí-la.
Para fazer a descida é necessário contratar o serviço na operadora local, pagar R$50,00, e fazer a caminhada de aproximadamente 20 min até o topo do morro, que em alguns pontos é bem íngreme, mas não muito difícil.
Ia esquecendo, é preciso também coragem, já que é bem alto e a descida pode atingir os 90 km/h. Em feriados, há bastante procura, então compre o ingresso de manhã, ou poderá ficar sem.
Caso você seja como eu, que não gosta de correr "riscos desnecessários", pode fazer o city tour, contratado na operadora local, com o seu próprio veículo e acompanhado por uma guia, ao custo de R$ 20,00.
Um dos locais que irá visitar são as minas subterrâneas.
Na verdade o passeio não vai até as profundezas das minas, uma porque é perigoso por conta dos desmoronamentos e outra porque a maioria delas está submersa. Mesmo assim, vale a pena.
Em alguns momentos temos a impressão de que tudo foi abandonado repentinamente.
A mina a céu aberto é uma atração a parte. Sua coloração azulada chama à atenção.
Infelizmente não é possível acessar a beira da lagoa. Somente mergulhadores podem fazê-lo. Dizem que o lago possui 150 m de profundidade.
Outras atrações são o camping, o lago, onde é possível fazer canoagem, a barragem e a prainha.
Mas o foco deste blog é comida e moto, então vamos à primeira parte.
Existem poucas opções pra alimentação em Minas do Camaquã, mas não é por isso que se come mal, muito pelo contrário. 
O Bellamina é um misto de restaurante e pousada.
Durante o período que ficamos, fizemos as refeições lá (almoço e janta).
Numa pesquisa ao Tripadvisor vimos nos comentários que a comida era boa, mas cara. Verdade em partes. A comida é muito boa sim, mas não é cara.
Trata-se de um buffet à quilo, muito honesto.
Comida muito bem preparada, pelo mesmo preço que pagamos aqui na Serra Gaúcha, quarenta e poucos reais (não lembro exatamente).
O único "senão" é que a sobremesa também é à quilo, mas nada demais.
Quem sempre nos acompanhou por lá foram os cachorros. Pra onde olhava tinha um. Todos muito amistosos e "mendigando" carinho.
E a moto ?
À noite, aproveite que Minas não tem iluminação pública, leve sua lanterna e faça um passeio pela cidade observando as estrelas. Nos últimos tempos foi o céu mais estrelado que vi. Lindo. Pena que não consegui fotografar.
Talvez, por sua beleza e visibilidade, sirva de palco para observadores de OVNI's.
Coordenadas para GPS: -30.898984,-53.4278282